Opinião

É com certeza uma máscara portuguesa

É com certeza uma máscara portuguesa

Há 35 anos que tento dar o meu melhor em prol do associativismo têxtil e da promoção da nossa indústria e da nossa moda.

Nem vale a pena aqui referirmos os tempos por que todos estamos a passar, porque é notícia obrigatória em todos os jornais nacionais e internacionais. Têm sido muitas mais as más notícias pelo que quando aparece uma boa, ainda por cima com origem em Portugal, nunca é demais dar-lhe o devido destaque.

Mas vale aqui também a pena relembrar que há 25 anos a ITV (Indústria Têxtil e de Vestuário) foi condenada à morte pelos gurus da época. E não só escapou da sentença como em 2018 bateu os recordes das exportações e dá provas diárias de vida e de uma vitalidade que, devo confessar, por vezes até a mim me surpreende.

E continuo a ser surpreendido como o setor mais uma vez se está a reinventar. Este é o maravilhoso mundo da têxtil. Estamos a assistir a mais um marco neste setor que ficará nos murais da história.

Já faz ecos em todo o Mundo a máscara MOxAd-Tech resultante do projeto de cooperação que juntou a Adalberto Estampados e a Sonae, pelo lado industrial, o CITEVE, o Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa e a Universidade do Minho. A vacina não está ainda descoberta, mas a melhor máscara do Mundo, que inativa o vírus, é uma máscara portuguesa... com certeza! O revestimento inovador neutraliza o vírus SARS-CoV-2 quando este entra em contacto com o tecido, efeito que se mantém mesmo depois da realização de 50 lavagens.

Aqui no Norte temos uma indústria ativa e proativa, inovadora e desconcertante, sofisticada e robusta, trabalhadora, vigorosa e exportadora. Aqui no Norte olhamos para o vizinho como um parceiro, um aliado e trabalhamos em prol de um país e de um bem comum.

Aqui no Norte tivemos o primeiro surto de covid, sim. Porque aqui do Norte viajamos para todos os pontos do globo e fazemos pontes com o mundo empresarial e de negócios. Aqui no Norte fomos os primeiros a fazer confinamento sem ninguém nos mandar, mas não deixamos de produzir e investigar.

Aqui no Norte também já temos o antídoto que neutraliza o centralismo que vem da capital de Portugal. Aqui no Norte "pomos a mão na massa" e olhamos para o futuro, com a experiência do passado e a resiliência do presente.

*Empresário

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