Opinião

Há um museu português para resgatar em Málaga

Há um museu português para resgatar em Málaga

Quem já visitou o Museu Automóvel de Málaga percebe bem o que se segue e se calhar só não sabe é que essa pérola portuguesa no sul de Espanha pode ser resgatada por Portugal.

Ao longo de muitas décadas o famalicense João Magalhães foi colecionando automóveis de várias proveniências e estilos a que mais tarde viria a acrescentar uma formidável combinação com peças de alta-costura dos mais conceituados costureiros, estilistas e marcas de luxo mundiais. Visitei este museu quando conheci o João Magalhães, há muitos anos, quando lá fui para assistir a um Málaga-F. C. Porto.

Voltei lá por umas horas apenas na semana passada com o objetivo único de rever o museu, porque o sabia muito mais desenvolvido e porque fiquei a saber que a sua alma mater está disponível para trocar Málaga, onde recebe mais de 120 mil visitantes pagantes por ano (para além de dezenas de eventos) por uma nova localização em Portugal, preferencialmente no Grande Porto. Mas acredito que Famalicão, por exemplo, também possa ter uma palavra a dizer. Devo dizer que confirmei por inteiro as expectativas que me fizeram voltar.

O museu de João Magalhães está precioso, como dizem nuestros hermanos, um brinco, como se diria por cá. À impressionante coleção de automóveis por onde tudo começou, organizada por épocas históricas de referência, associam-se agora, numa combinação perfeita, mais de uma centena de vestidos e outros coordenados de moda de luxo com assinaturas de todos os nomes grandes de cada fase da história da moda mundial.

A escoltar os modelos mais emblemáticos de marcas de referência mundial como Mercedes, Ferrari, Lamborghini, Bentley, Aston Martin, Rolls Royce e muitas outras do género temos criações originais da Chanel, Versace, Dior, Valentino, Balanciaga, Yves Saint Laurent, Yamamoto, Dolce e Gabana entre uma coleção fabulosa e exaustiva onde não deve faltar nenhum grande nome da moda mundial dos últimos 50 anos.

Claro que um empresário como Mário Ferreira era capaz de tornar este museu um blockbuster turístico num ápice, mas julgo que seria um desafio maior e mais adequado a uma Câmara do Porto, Matosinhos ou Gaia. Atrevo-me até a propor que este resgate do Museu Automóvel e Moda de Málaga pudesse ser combinado com um espaço interativo de referência da moda portuguesa que já começa a ter muito por onde ser trabalhada e mostrada e melhor companhia do que este acervo do João Magalhães não conheço.

Aqui deixo esta ideia e este desafio a quem de direito.

*Empresário

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG