Opinião

Uma Super Arena

Por razões de ordem profissional tive o privilégio de poder visitar os trabalhos em curso no Pavilhão Rosa Mota que, como já é do conhecimento público, a essa designação acrescentará a nova marca Super Bock Arena em função desta marca ser o main sponsor da nova fase do antigo Palácio.

Devo dizer que fiquei muito impressionado com tudo o que me foi dado ver, não propriamente pelo desenrolar das obras em passo de corrida neste mês que é de férias para a maior parte dos trabalhadores portugueses, mas especialmente pelo que me foi apresentado e pelas perspetivas com que de lá saí sobre as futuras condições deste magnífico espaço para acolher todo o tipo de eventos. Sem menosprezar outros espaços até agora disponíveis na região do Porto (a começar desde logo pelo edifício da Alfândega e o tradicional Coliseu), acho que todos reconhecemos que há muito existia no Porto uma lacuna que agora está em vias de se resolver. Imagino que muitos portuenses como eu estavam já cansados de perguntar porque é que a maioria dos grandes concertos e outros espetáculos, como o Cirque du Soleil, por exemplo, só se realizavam em Lisboa ou quando muito alguns deles em Lisboa e no multiusos de Guimarães, outro espaço de grande qualidade. Depois desta visita, devo confessar que neste capítulo fiquei um tripeiro de peito cheio. A partir de outubro, se as obras continuarem no ritmo a que assisti, vamos ter no Porto uma Arena 5 estrelas, ainda por cima com uma marca que, sendo nacional e até internacional, também tem tudo a ver histórica e afetivamente com a nossa região.

A primeira estrela tem a ver com a capacidade e flexibilidade resultantes da multiplicidade de layouts possíveis, que permitirão acolher eventos com audiências entre 1500 e 8000. Não tínhamos nenhum espaço assim.

A segunda estrela está relacionada com a reclamação mais recorrente do passado. Todo o interior da Arena está a ser devidamente tratado para garantir uma acústica exemplar de grande categoria.

A estrela número 3 prende-se com a possibilidade de funcionamento de um centro de congressos completamente independente da área principal, podendo funcionar também de uma forma complementar.

A quarta estrela já vem de trás e é a que resulta da história deste Palácio que já passou a Pavilhão e agora se transformou na nova Arena. A sua ligação profunda à cidade, os seus jardins centenários e a sua localização central.

A estrela final é uma das maiores novidades. Um food court com vista para os jardins, que inclui um restaurante com vista para o lago e que, segundo julgo saber, está a ser tratado de uma forma absolutamente original por um chef também conhecido pelas suas originalidades e excentricidades.

Vem ter comigo aos Aliados? A partir de outubro, também vamos poder ir ter com o Pedro a esta Arena.

* EMPRESÁRIO