Opinião

#festivalinho?

Não vou discutir a forma como a RTP (organizadora da 53.ª edição do Festival da Eurovisão, prevista para 22 de maio) escolheu os compositores e autores participantes. Mas as coisas não têm corrido bem, com mais polémica do que audiências, o que pode ser desculpado por ser a primeira vez que o país se vê em tais assados. Confesso que sou fã do festival e que ainda sei de cor algumas músicas do passado. Antes de Salvador Sobral e do emocionante "Amar pelo dois", "Menina do alto da serra", de Ary dos Santos, cantada por Tonicha em 1971, levou-me às lágrimas. Voltemos a hoje: na primeira semifinal, José Cid abandonou o local sem ouvir o júri. Foi afastado. Nessa eliminatória, uma confusão com votos repescou para a final Rui David, ex-colaborador da RTP. Na última apresentação, foi a acusação de plágio a Diogo Piçarra que levou o cantor a desistir, negando ter copiado uma canção de um pastor da IURD. Anteontem, o deputado do PS Tiago Barbosa Ribeiro trouxe a público o facto de a RTP procurar 300 "voluntários" para o festival, sem dotação orçamental. Domingo, saberemos qual a música vencedora. Começo a recear que será uma imitação de Sobral, confirmando-se que só sabemos fazer festivalinhos, embora este custe mais de 12 milhões.

JORNALISTA