Opinião

#bebé

Diz o calendário consumista que amanhã é dia das mães, boa notícia para as ditas que se livram dos almoços domingueiros para filhos, noras, genros e netos.

Ganharão um perfume, flores, chocolates ou apenas um beijo, sorrindo perante cada gesto (as mães gostam de sorrir e de receber presentes). Os restaurantes terão mesas com cabeças à volta de uma (as mães têm tendência para terem um brilho especial). Este ano, há uma mãe que cativa atenções mundiais. Chama-se Meghan Markle, casou com um príncipe inglês e retirou-se para ter uma criança já há alguns dias.

Dizia-se que o nascimento deveria ser em finais de abril, princípios de maio. Até à hora a que escrevo (20.40 desta sexta-feira), nada de bebé. É uma forma de distrair os ingleses do caos que vai ser o Brexit, que nunca mais é "parido" por Theresa May, a primeira-ministra britânica que por acaso não é mãe.

*Jornalista