Opinião

#palermas

Entrar e sair do Porto de carro é complicado. Exige paciência, alterações nos horários, um bom conhecimento de palavrões (que convém serem ditos em voz baixa para evitar mais problemas) e saber quando usar a buzina.

Não me queixo, porém, do trânsito, característica de uma grande cidade. Queixo-me da falta de fiscalização que está a fazer com que usar os quatro piscas seja sinal de um direito. Não há rua do Porto que não seja apetecível para os palermas que decidem parar, em plena via de circulação, e abandonar o seu automóvel com ar altivo, ou esperar por alguém, ao volante, olhando em frente com ar decidido. (Escrevo palermas mas confesso que lhes chamo coisas bem piores). Estão a borrifar-se para filas, buzinadelas em tom de fanfarra, olhares à matador. Eles e os polícias, que, muitas vezes, ficam à espera de vez para ultrapassar infratores, limitando-se a dar ordem de marcha. Numa cidade onde estacionar é caro e implica cuidados, investir apenas nos controladores "caça-multas" é pouco. Há que exigir mais a quem tem obrigação de pôr na ordem os que ainda pioram mais o caos que já é o tráfego. Para quem não sabe do que falo, aponte: ruas das Fontainhas, de D. João IV, de Fernandes Tomás, de Gonçalo Cristóvão, de Camões , de D. Manuel II... Querem mais? Ora toca a circular.

*JORNALISTA