Opinião

#papómetros

À procura de um medicamento acabei por parar em Espinho, num lugar de estacionamento pago na rua 18. Introduzi um euro e "ganhei" uma hora no parcómetro. Pensava eu que era tempo a mais (não tinha mais moedas nem as máquinas dão troco), mas já ouvi tantas histórias com fiscais da concessionária, a "Esse", que deixei o ticket à vista e fui à minha vida. Fiquei na farmácia mais tempo do que pensara porque o medicamento teve de vir de outro local. Saí do estabelecimento a faltar um minuto para o fim do tempo de estacionamento pago. Vi um funcionário da empresa (que cercou Espinho com parcómetros e afugentou clientes da Comboios de Portugal para os arredores) de bloco na mão e a olhar para a minha matrícula. "Que raio...?", pensei. Ainda estava dentro do tempo. Abri a porta do carro e o homem pôs-se a olhar para mim com ar aborrecido. Chave na ignição e deixei o lugar à hora precisa. O fiscal continuava a seguir-me com os olhos. Contei este episódio mais tarde a um amigo que vive em Espinho. Disse-me que tive sorte em não ser multada já com o carro a trabalhar. "Como assim?", perguntei. Os fiscais de Espinho têm ordens para autuar se o veículo permanecer no lugar mesmo com o condutor já ao volante. Safei-me por segundos desta equipa de papómetros.

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