Opinião

#mazelas

Soube-se ontem que no, final de março, eram mais de 1,2 milhões de portugueses sem médico de família. Eu, que me considero uma sortuda por ter um há 25 anos, não sei o que faria se ficasse sem assistência clínica familiar ou nem tivesse as consultas abertas dos centros de saúde. O que eu sei é que os números publicados no Portal da Transparência do Ministério da Saúde indicam um agravamento na falta de médicos de família e que são os valores mais altos desde 2014. Esta poderá ser uma explicação para o aumento de pessoas que recorrem às Urgências hospitalares, numa altura em que persiste a covid lado a lado com gripes. Falar-se em "falsas urgências" é não saber o que sente quem não tem alternativas nos centros de saúde. E, mesmo que se trate de uma pequena mazela, será pequena para quem assiste, mas não para quem sofre.

*Jornalista

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