Imagens

Últimas

Miguel Conde Coutinho

#RGPD

Primeiro veio a ignorância, que, quando não militante, era displicente. "É preciso dizer que aceito o que não li nem quero ler? Sim senhor, está muito bem, não me interessa ou me importam em particular as consequências". "Quer o meu mail? Claro que sim, não há problema, que problema poderia haver?". "E o meu número de telefone, também precisam? Ora bem, faz sentido, não há problema, não me aborreço nada, o que é meu é seu, porque não?" Sem pensar nem olhar, a tudo se disse sim, tudo para fazer parte ou não ficar de fora. Ou para aproveitar benesses, descontos e fracas promoções, cuja janela de oportunidade muitas vezes dura o tempo que demora a dizer que sim, que se aceita. Começaram então os mails, insistentes, cada vez mais, pouco interessantes, ou nada interessantes, e não paravam, eram sempre, todos os dias, a vender, a promover, a tentar convencer. Depois as SMS, para tudo e mais alguma coisa e para outras coisas ainda. Pior ainda quando os mails começaram a chegar de gente e empresas que não se conhecia.