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Miguel Conde Coutinho

#banconovo

Vale a pena voltar aos números que Pedro Santos Guerreiro recordou no "Expresso" da semana passada: nos últimos 12 anos, o Estado português entregou 20 mil milhões sem retorno à banca, que se encarregou de os fazer desaparecer num daqueles sacos sem fundo e bem cheios de operações financeiras que ninguém percebe. BPN, BPP, Banif, Novo Banco e Caixa foram financiados pelos contribuintes, numa década em que o que os portugueses mais necessitaram foi de quem os financiasse para aguentar o desemprego, o pagamento de impostos e os financiamentos à banca. Isto é um "catch 22", um ciclo fechado que se repete anualmente, mas em sentido contrário daquela velha máxima. Se for dos contribuintes, em Portugal gasta-se dinheiro para perder dinheiro.

Miguel Conde Coutinho

#ditador

Esta semana, uma prestigiada revista nacional surpreendeu-nos com uma dúvida. Na primeira página, a "Visão" declarou que o país não sabe o que fazer com a memória do ditador. É estranha, esta hesitação, porque se trata de um ditador. Que outra coisa há a fazer senão recordar as perseguições políticas, a falta de liberdade de expressão, a repressão sobre as mulheres, a tortura, o provincianismo, a guerra colonial e todas as outras crueldades, abusos e mentiras, para que nunca mais se repitam?