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Opinião

#mudar

É gigantesco o caderno de encargos que a justiça portuguesa assumiu nos últimos anos. Há megacasos e hiperoperações, buscas multissetoriais e processos infindáveis, que se desdobram em complicações e complexidades.

Nos últimos anos, nasceram casos que envolvem a Banca (BPN, BES e BPP), governos (Operação Marquês, "vistos gold" e EDP), as parcerias público-privadas, a Autoridade Tributária, o Ministério Público (Operação Fizz), a instituição militar (caso das messes), instituições de solidariedade social (como a Raríssimas), câmaras municipais e autarcas e o futebol (caso Benfica). E não esqueçamos as operações Monte Branco e Furacão e todas outras grandes investigações e julgamentos que vão enchendo as páginas dos jornais.

Não sei se é sinal de que agora há mais crime deste tipo ou se só agora é que se ganhou finalmente fôlego para o investigar. Espero que seja a segunda hipótese. Significaria que alguma coisa mudou. Além de que tem um saudável efeito profilático.

Mas é, simultaneamente, preocupante: primeiro, porque tem havido graves atropelos que resultam em julgamentos na praça pública; depois, porque temo que de todo este esforço resulte uma mão cheia de nada.

As expectativas estão altas, tão altas que no final ou muda Portugal ou muda a justiça.

JORNALISTA

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