Opinião

#prestígio

Pedro Ivo Carvalho, diretor-adjunto do JN, escreveu um título excelente no editorial de quarta-feira, que criticava a inopinada operação da Autoridade Tributária na estradas do Norte: "Se conduzir, não deva". Eu proponho uma variação a partir desse acertado jogo de palavras: "Se dever, não conduza".´Com um motorista é mais fácil projetar importância e, neste país, ser-se importante leva-nos mais longe, em especial na distância aos problemas com o Fisco, o Banco de Portugal e a Justiça.

É um equívoco pensar que isto se trata de conversa de café. São antes "dialogues engagés de caffè", bem mais significativos em termos de prestígio. Palavra que aliás tem na sua origem a palavra latina "praestigium", que significa ilusão, embuste ou magia. A etimologia ajuda a perceber algumas coisas. Para outras, continua a não haver explicação.

Jornalista