Praça da Liberdade

#omeuépiorqueoteu

Está por aí montado um estranho concurso em Portugal e nem sequer me refiro à Eurovisão. É bastante mais inusitado, embora igualmente com especial tónica na força cromática dos concorrentes e dos respetivos apoiantes.

De um lado, os anti-Sócrates, que não gostam também de Vara ou de Manuel Pinho. Neste grupo, as cores variam: há os laranjas e os azuis, cujos objetivos são óbvios e claros; e há ainda os rosa, também com objetivos evidentes. Sendo da cor de Sócrates, deu-lhes uma branca na memória e agora declaram-se enganados por Sócrates, ou potencialmente envergonhados por terem estado ao lado do ex-primeiro-ministro, ou fingem que nunca estiveram sequer perto do ex-líder do PS. Não sabem, não viram e não ouviram nada. Há ainda os antilaranja, que ou são pró-Sócrates ou seguem o mantra "Isso do Sócrates são capazes de ter razão, mas vocês também não podem podem falar muito". Gostam de lembrar Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira e Costa, Miguel Relvas e os escândalos BPN e Tecnoforma. Os antilaranja são ainda parecidos com os rosa, porque normalmente aproveitam para ser antiazuis. Têm especial predileção para recordar grandes momentos como o abate de sobreiros, o caso dos submarinos, Paulo Portas ou aqueles 10 mil milhões para offshores que ficaram sem registo.

Grande competição esta, que enche de orgulho a nossa pátria única: como não há vergonha, todos os concorrentes são vencedores, mesmo que todos sejam tão maus ou piores do que os outros.

JORNALISTA

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