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Opinião

#setevidas

Talvez esteja na altura de o Partido Socialista descer do pedestal onde claramente se colocou e perceber que também o terreno sob domínio de António Costa se move.

Costa conseguiu perder umas eleições contra Passos Coelho no pós-troika e nem as circunstâncias excecionais de bonança que se seguiram lhe garantiram uma maioria absoluta em 2019. O país gostou do alívio, "ma non troppo". O primeiro-ministro e o PS já sobreviveram aos incêndios de 2017, ao caso Tancos, aos escândalos do "familygate", ao inenarrável ministro Cabrita, às acrobacias aéreas na TAP, à inoperância na Justiça e às estranhas reviravoltas na nomeação do procurador europeu, à inegável responsabilidade pela trágica terceira vaga da pandemia, ao Russiagate e à vergonhosa subserviência ao futebol. Atira-se uma pedra contra um setor e acerta-se num caso.

Agora corremos o risco de voltar a ter mais uma crise pandémica e a culpa é novamente do Governo e da Câmara de Lisboa, que está sob liderança de Medina presidente (o que diria disto tudo Medina comentador, se o presidente fosse outro?). Um gato tem sete vidas, mas são só sete. E a soberba também mata.

Jornalista

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