Opinião

#TAPaoar

A TAP agora é de todos, ou de quase todos. Não é uma nacionalização, é quase três quartos de nacionalização.

Vamos ficar com 72,5% de aviões que não podem voar e 100% dos portugueses vão pagar para a TAP servir 27,5% do país - leia-se Lisboa.

Estou a fazer contas muito por alto, um método que creio fazer todo o sentido por estarmos a tratar desta companhia de aviação. Penso aliás que tem sido sempre a filosofia habitual da gestão financeira da transportadora aérea nacional: atirar os números lá para cima, os gastos para o ar e os custos para o topo.

Depois cai tudo e os responsáveis por esta empresa, que não me lembro alguma vez de não ter estado em crise, em dificuldades ou em confusão, assobiam sempre para o lado.

Vamos injetar 1,2 mil milhões de euros na TAP e, garantem os ministros, no futuro a companhia terá um "impacto residual" na dívida e no défice.

Eu acredito muito nesta tese, porque em Portugal nenhuma decisão dos governos tem efeitos no défice ou na dívida pública. Em matérias de finanças, não há a apontar nada ao poder. E os portugueses sabem bem disto. Nunca nós tivemos de pagar por más decisões, abusos e incompetências do Estado.

*Jornalista

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