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Opinião

#vacinem-se

O presidente da República, o primeiro-ministro, a ministra da Saúde e os seus adjuntos, a diretora-geral da Saúde e o seu gabinete, o responsável pelo plano de vacinação covid-19 e todos os que têm responsabilidade na condução do combate à pandemia já deviam estar há muito vacinados.

O mesmo para os candidatos às presidenciais: todos são protagonistas de um momento fundamental da vida democrática e menorizá-los significa menorizar a importância do voto.

Confesso que estava convencido que pelo menos estas figuras essenciais já tinham todas recebido o tratamento. Até que esta semana aconteceu o estranho caso de Marcelo. Afinal, nem o chefe de Estado tinha sido vacinado, uma opção política que diz muito do estado miserável em que estão as instituições e do medo da turba ululante das redes - que umas vezes tem razão e noutras não.

Nesta, definitivamente não tem. Não há uma única razão para os principais responsáveis institucionais do país ficarem impedidos de trabalhar - ou pior, gravemente doentes -, quebrando uma cadeia de comando essencial. Já não vos chega de incerteza, insegurança e confusão?

*Jornalista

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