Opinião

#velhahistória

Viva Portugal, o país onde os deputados discutem contratos públicos como se não fossem para cumprir, onde o Governo assina contratos de 3,9 mil milhões como se fossem papéis para guardar, e os partidos brincam com o futuro do país como se o futuro não fosse de todos nós.

Vale a pena lembrar como isto começou: Carlos Costa, Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque cozinharam uma solução, o Governo PSD-CDS assinou às cegas e todos anunciaram: a resolução do BES não iria custar um cêntimo ao bom cidadão português. Depois, chegam António Costa e Mário Centeno (num Executivo apoiado pelo BE e PCP) e venderam o Novo Banco ao único que o quis comprar, em condições que já não conseguiam controlar. Em março de 2017, Costa garantiu que o acordo "não terá impacto direto ou indireto nas contas públicas, nem novos encargos para os contribuintes".

Saltemos para esta semana. O Orçamento de 2021 previa (mais) uma transferência. O BE e o PSD, partidos com responsabilidade, por ação ou omissão, no caso Novo Banco, acharam bem que o Estado não cumpra a sua palavra. E, depois de tanta conversa, bravata e sabedoria, colocaram o contribuinte a correr o risco de ter de pagar ainda mais. Viva Portugal.

Jornalista

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