Opinião

2.ª temporada da mesma série

2.ª temporada da mesma série

Novamente à 3.ª jornada com o Marítimo, à semelhança da época transacta, o F. C. Porto perde os primeiros pontos, entregando-os à equipa insular.

Se o ano passado à custa da derrota por 3-2 no Dragão, este ano pelo empate no "Caldeirão dos Barreiros" que - de tão quente e queimado - nem relva apresentava para se jogar à bola. Uma espécie de "esplendor na areia", gravado em longa metragem com intervalo-frigorífico (uma vez mais, depois da 2ª jornada em Famalicão), que Elia Kazan não desdenharia filmar se gastasse fita para ver apenas 45 minutos de futebol.

A primeira parte poderia ser considerada muito competente caso não tivesse pecado pela falta de eficácia. Ainda assim, mais minutos para um denominador comum: fica a ideia de que não há poder de fogo fora da grande área, parecendo que os golos do Dragão só são válidos se chutados dentro da grande área ou, preferencialmente, bem mais perto da linha de golo. Quando os adversários se enrolam dentro da sua defesa, guardando a 22 pernas e 11 corpos-cabeças os 7,32m que separam os postes da baliza, rematar de meia distância tem que ser uma opção. Sem Sérgio Oliveira e Corona, a equipa arrisca pouco e petisca menos.

A segunda parte, sem arrojo, só alterou coordenadas com as substituições. Corona, apesar de ter saltado do banco, não encontrou o jogo. A entrada de Francisco Conceição, a cerca de cinco minutos do fim do tempo regulamentar, pareceu tardia e destinada a dois ou três hipotéticos lances finais. E percebeu-se que só por ali estaria a chave do jogo, após 45 minutos de desinspiração colectiva. Depois do empate, uma noite mal dormida. E, no dia seguinte, o golpe de teatro sobre o palco: o Estádio dos Barreiros foi interdito. Esqueçam o filme. Depois de semelhante já ter acontecido frente ao Belenenses SAD, mais um episódio destes com o F. C. Porto é mesmo uma série de mau gosto.

A subir
O jogo de Luis Díaz, a assumir-se com o protagonismo que lhe está destinado. A titularidade de Marcano, fora do seu lugar habitual, sem nunca comprometer.

A descer
O estado do relvado-areão do campo do Marítimo que, não sendo desculpa para a sofrível segunda parte do F. C. Porto, é sempre justificação para mau futebol.

*Adepto do F. C. Porto

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