Opinião

Goleada à meia dúzia

Goleada à meia dúzia

Meia dúzia de jornadas e aí está: a primeira goleada a sério da época do Dragão, gorda e sem contragolpe, sobretudo construída por uma segunda parte de grande qualidade e eficácia.

Apesar de alguns momentos, durante os primeiros 45 minutos, em que o Moreirense ameaçou, o primeiro golo de Taremi levou a equipa a vencer para o intervalo e ninguém patenteou dormência durante a prelecção de Sérgio Conceição. A equipa voltou melhor do intervalo, com mais verticalidade, cartas na manga e poder de decisão.

O golo de Luis Díaz, que alargou a vantagem, pareceu ditar uma sentença ao jogo. Depois, foi bom de ver os jogadores a fazerem aquilo que já haviam feito antes, mas melhor. Nesse sentido, é um regalo ver Fábio Vieira a jogar com a cabeça levantada e com toda a visão de jogo nos pés. Houve outros exemplos e boas exibições, mas Fábio (ainda por cima, com três assistências para golo, quase precoces para a idade) encheu o campo em cada passe ou passada sua. Homem do jogo.

Num jogo marcado pela ausência de Pepe, Fábio Vieira e Vitinha deram duas grandes respostas, Pepê teve a sua estreia a marcar, Taremi bisou (sempre envolvido no jogo colectivo, mesmo sem a companhia de Toni Martínez), Wendell, com pormenores de classe, teve uma boa estreia a pedir minutos e Luis Díaz sustentou a ideia que passa pelo melhor e mais fulgurante momento de forma da sua (ainda curta) carreira. Está tudo bem quando começa bem, assim, na ressaca de um jogo de grande competência e personalidade na Liga dos Campeões, onde emudecemos Madrid.

A subir
Uma goleada é sempre algo que assinala eficácia. Mas ver tantos jogadores formados no clube a responderem positiva e afirmativamente, é o melhor dos sinais.

A descer
As ausências de Pepe e Toni Martínez condicionaram as escolhas mas, neste jogo, não se deu muito pela falta (Pepe até saudou os adeptos). Mas esta equipa tem um capitão.

*Adepto do F. C. Porto

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