Opinião

Homens do jogo, há muitos

Homens do jogo, há muitos

Quando um guarda-redes pode ser o homem do jogo, a intuição dirá ter sido ele o responsável máximo pela vitória da equipa, submetida a um intenso desgaste pelo adversário, salva "in extremis" por um homem só, a defender uma linha de 7,32 metros entre os postes. Diogo Costa poderá ser esse homem mas, felizmente para o F. C. Porto, há outros. Aqueles que dão a indicação contrária à intuição, aqueles que encheram o meio-campo e sublinharam a superioridade de uma equipa que só não engordou a goleada a 4 de diferença porque subtraíram a Veron aquele que seria o seu golo (e com que classe, qualidade e frieza...) de estreia. "Chapeau" e angústia de não ter contado. Vasco Santana na "Canção de Lisboa", já dizia sobre chapéus o que aqui escrevo sobre homens. Otávio e Pepê foram gigantes e Galeno acrescentou o ponto de rebuçado, a esticar o jogo em profundidade até ao resultado final.

Do Sporting, homem do jogo, nenhum para oferta. Não que os leões não entrassem bem, assim como no início da 2.ª parte, à procura de dar a volta ao resultado com o F. C. Porto a entregar posse e terreno à espera das transições que se revelaram mortíferas. Mas a maturidade, leitura e interpretação do jogo estiveram sempre nos olhos e no comando de Conceição. Se, colectivamente, o Sporting funcionou a espaços, o F. C. Porto foi sempre uma equipa inteira, pressionante, inteligente e à procura das debilidades do adversário. E eficaz. Para eleger um homem do jogo nos lisboetas, o ausente Matheus Nunes que deixou Ruben Amorim órfão de melhores opções antes de um clássico. Ou Porro que, inusitadamente, falhou 14 passes e acumulou 20 perdas de bola. Ou Matheus Reis que resolveu tirar de esforço de um miúdo apanha-bolas. Homens do jogo para uma vitória incontestável, há muitos, mas só numa canção que o Dragão entoa.

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A subir

Sem Grujic, Conceição agendou um treino matinal para limar arestas e treinar "bolas paradas". Bruno Costa foi chamado e, uma vez mais, mostrou a sua importância no plantel.

A descer

Se a palestra de Frederico Varandas aos jogadores não foi um mito urbano de hotel, será algo a não repetir. Nada de novo. 6-1, desde que o presidente do Sporting ofendeu Pinto da Costa e o F. C. Porto na sala de imprensa do Dragão: 2-1, 1-0, 3-0 (Taça de Portugal e Liga).

*Adepto do F. C. Porto

o autor escreve segundo a antiga ortografia

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