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Opinião

Matar a mutação

Depois do monumental desaire frente ao Liverpool, uma só escolha. Unir todos os jogadores, um a um, cada qual a coser as linhas do que poderia ser uma manta de retalhos, não fosse a validação colectiva de tantos que já passaram e superaram igual ou pior.

É futebol, diz-se. Mas é mais do que isso. É superação. É ultrapassar a vergonha, o acto falhado, o jogo sem princípios mínimos do que quer que seja. Não foi uma goleada qualquer frente a uma equipa galáctica, foi um desfilar de incapacidade, receio e meias-tintas. O que podia fazer esta equipa que vinha da Champions, assim, corada de palidez? Entregar uma resposta colectiva capaz e convincente frente ao Paços de Ferreira, 90 minutos de futebol seguro e coeso, sem desligar a ficha competitiva. Dias antes, em campo, fora uma mutação genética.

Uma questão de confiança. Um grupo abalado pelo temor e medo de errar é um precipício em antecipação. Colectivamente, tinha que ser capaz de acabar com aquilo, ultrapassar o trauma, fazendo da fraqueza azedume, mudando peças do 11 para sentir e respirar ar novo. Simultaneamente, tinha que reiterar confiança em alguns dos que falharam, de forma a que o peso do erro não se transformasse num anátema que os afundasse sete palmos abaixo de Liverpool. A confiança em Diogo Costa foi afirmada antes do jogo, e bem, por Sérgio Conceição. E o propósito cumpriu-se. O F. C. Porto acaba por sair da jornada a um singular ponto do líder da Liga que tropeçou, em plena Luz, nas "ramblas" de Portimão. Longa se torna a espera pela jornada 9.

A subir

O regresso de Pepe e João Mário, a titularidade de Francisco Conceição, a oportunidade para Evanilson, o acerto de Vitinha e a estreia a marcar de Wendell. Nada pouco.

A descer

Há jogadores previamente marcados pelo ruído e pelas cartilhas. Um deles é Taremi, outro deles é Francisco Conceição. Os árbitros mais "influenciáveis" deixam-se ir, comodamente.

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*Adepto do F. C. Porto

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