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Nuno Botelho

O dever de apoiar a PSP

Não deveria ter sido preciso um sobressalto cívico para que o problema começasse a ser assumido. O facto é que, sob a pressão da Câmara Municipal do Porto e das instituições, o Ministério da Administração Interna acordou para a realidade que é o tráfico de droga na zona ocidental da cidade do Porto e concedeu, juntamente com a Câmara, à PSP os meios possíveis para que esta chaga social fosse atacada. É um bom princípio, mas falta o resto. E o resto é bastante.

Nuno Botelho

Desgoverno, esperança e tolices

Pandemia. Vivemos em estado de emergência. No primeiro dia de recolher obrigatório, o chefe do Governo dá uma entrevista à TVI e explica o conceito: "Saia, mas em segurança". Onde a lei determina proibição, a mensagem de António Costa relativiza a exceção. É difícil conceber tanto desnorte e contradição (proíbem-se mas já não proíbem as feiras; proíbem-se mas já não se proíbem as idas aos supermercados). Não admira que os setores da restauração e do comércio se indignem e reclamem compensação. Quando, em tempo de calamidade, o Governo se mostra fraco e inseguro, é o Estado que perde autoridade. Nenhum país, nenhum Governo e nenhum hospital estava preparado para a pandemia. O suposto seria que a primeira vaga tivesse trazido experiência e saber para lidar com a segunda. O nosso Governo, porém, "não estava a contar" que ela viesse tão cedo. Ouve-se e não se acredita que não tenha aprendido que a principal característica desta doença é a sua imprevisibilidade.