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Nuno Botelho

Vários sinais dos tempos modernos

Outra vez os professores. Está de volta a mais poderosa das corporações. Ameaça sobre o Governo, pressão sobre os alunos, desorientação para as famílias. É o regresso da chantagem embrulhada no papel do sempre legítimo direito à greve. Os mais de 100 mil professores e os mais de 20 (é verdade; em bom rigor são 23) sindicatos que os representam exigem ser tratados (e pagos) como uma classe superior, acima dos restantes funcionários públicos e dos portugueses em geral. Tudo isto em período de exames, de classificações de final de ano e de concursos para as universidades. A falta de respeito, de vergonha e de brio profissional é tal que, valha-nos isso, até um Governo de Esquerda como o que temos já percebeu que vai ser preciso mexer na regulamentação das carreiras e no regime de avaliação dos professores.

Nuno Botelho

Sócrates, Pinho e os outros

Volto ao tema que tratei no meu último artigo: os casos Sócrates e Pinho. As últimas semanas têm sido ricas em revelações, comentários, argumentações e, desculpem-me o termo bem tripeiro, bitaites acerca de corrupção, compadrio, esquemas, amiguismos e outras designações. A língua portuguesa é rica, mas também reflete o quanto queremos ser objetivos, ou não, acerca de um tema que, no final, é tão a preto e branco. Corrupção (seja ela moral, material ou ambas): existe ou não existe.

Nuno Botelho

Os apetites do proletariado do Estado

Greves na CP. Na manutenção da CP. Dos médicos. Dos enfermeiros. Dos auxiliares. Greve no SEF, também nas horas extra da TAP. Greves dos professores e dos cientistas. Dos guardas prisionais. No metro de Lisboa. E muitas outras mais. O mês de abril vai ser assim. Na generalidade dos casos, está em causa a reivindicação de melhores salários e de mais regalias. Ponto comum aos trabalhadores cujos sindicatos as convocam: serem funcionários públicos ou equiparados e exigirem um esforço adicional do Orçamento do Estado para que as suas reclamações sejam atendidas.

Nuno Botelho

Em busca da credibilidade perdida

O episódio em torno do currículo do agora ex-secretário-geral do PSD é um sinal, mais um, da decadência dos valores morais na vida política. Que Feliciano Duarte se tenha prestado à falta de vergonha de ostentar um estatuto que nunca teve é algo que pode benevolamente ser remetido para o campo da esperteza saloia. Já o quadro de miséria ética que desvaloriza práticas do género só contribui para que a opinião que os cidadãos têm sobre os políticos se degrade cada vez mais.