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Nuno Botelho

Três dramas dos nossos dias

O estado da TAP. A providência cautelar que a Associação Comercial do Porto colocou em tribunal pretende impedir o Estado de financiar (com o dinheiro dos nossos impostos, não se trata de fundos comunitários) uma companhia aérea falida (que é privada, tem uma gestão privada e não presta serviço público). Queremos poupar 1,2 mil milhões de euros ao erário público. Queremos evitar o desperdício de uma verba astronómica (equivalente à construção de 46 alas pediátricas do Hospital de S. João). Não é uma questão do Porto ou do Norte. Temos recebido o apoio de personalidades e instituições de todo o país. E o problema nem é só a TAP. O problema são quarenta anos de má gestão, absurdas opções estratégicas do Estado e a centralização do investimento no mesmo sítio de sempre.