Opinião

Da confiança nos hospitais do Porto

Da confiança nos hospitais do Porto

Apesar dos riscos e da incerteza de uma epidemia como a que estamos a atravessar, o Porto responde com dois bastiões de segurança, de profissionalismo e de dedicação.

Os seus dois hospitais centrais, o São João e o Santo António, representam um marco de confiança para todos os cidadãos do Norte.

A crise do coronavírus veio colocar o Mundo, e por consequência Portugal, em alerta máximo, com impactos graves nos hábitos quotidianos, em toda a economia e nos sistemas de saúde, sobretudo no setor público. O facto de as pessoas ficarem mais sensíveis, legitimamente preocupadas, com algumas franjas até no limiar de uma certa histeria, coloca pressão adicional sobre os serviços e sobre a sua capacidade instalada. Aqui, na China, em Inglaterra ou na Austrália. Não há sociedade nenhuma, por mais próspera e organizada que seja, que se encontre preparada para lidar com um fenómeno desta escala.

Partindo deste pressuposto, é obrigatório sublinhar que o Porto dispõe de dois pilares de referência em matéria de saúde, com saber e competência mais do que comprovados. Como é óbvio, tal não garante que sejamos menos afetados pela epidemia. O que sabemos é que a nossa saúde está a cargo de profissionais de excelência - médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares, mas também gestores -, do São João e do Santo António, como aliás na grande maioria dos serviços, públicos e privados, da nossa região.

Numa espécie de antítese do centralismo português, são os dois hospitais do Porto que lideram e que se destacam pela sua boa resposta. Apesar de todos os problemas e contrariedades - somados à falta de vontade política e ao subfinanciamento (veja-se o histórico da ala pediátrica), o São João e o Santo António são quase o nosso último reduto de segurança. Por mais incapaz que possa ser o ministro da Saúde a dado momento em funções ou por muito que reine o caos no SNS, os nossos hospitais centrais cá estão para nos diagnosticar, para nos tratar e para nos dar esperança. Todos os seus colaboradores merecem o nosso apoio e o nosso agradecimento coletivo. Obrigado!

Empresário e Presidente da Associação Comercial do Porto

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