Opinião

Metro do Porto: 58 dias sem presidente

Metro do Porto: 58 dias sem presidente

O ex-presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto Jorge Delgado tomou posse como secretário de Estado das Infraestruturas no dia 18 de fevereiro. Dois meses volvidos e a empresa de transportes da área metropolitana do Porto continua sem presidência.

Nestes 58 dias, o primeiro-ministro e o ministro do Ambiente marcaram agenda na cidade e na área metropolitana por diversas ocasiões. Assinaram, em março, o acordo para o passe único. Lançaram, este mês, os concursos para as novas linhas do metro: a nova linha Rosa, no Porto, e o prolongamento da linha Amarela, em Gaia. Há 350 milhões de envelope financeiro para investir na rede do metro do Porto. Mas não há um presidente.

O Governo deve à cidade e à região a célere resolução deste problema, pelos excelentes resultados de uma Metro do Porto pujante e sustentável e pelo desenvolvimento económico da região.

Nos 58 dias sem presidência, a continuidade do projeto da Metro do Porto tem sido assegurada pelas mãos e pela competência de Pedro Azeredo Lopes, o administrador-executivo da equipa presidida, até fevereiro, por Jorge Delgado. Pedro Azeredo Lopes é um economista independente, conhecedor das várias pastas da empresa e com uma larga experiência no setor privado. Por mérito próprio. Sem precisar de guarda-chuva partidário nem de percurso político.

A solução pode estar, desta forma, dentro de portas. O histórico de nomeações de políticos para a liderança de grandes empresas públicas diz-nos que corresponderam aos tempos de maior instabilidade e a derrapagens de prazos e orçamentos. A Metro do Porto, por ser um projeto de sucesso e de enorme melhoria da qualidade de vida na área metropolitana, merece que esta nomeação seja resolvida de forma célere e, acima desta urgência, merece uma liderança competente, independente e capaz.

Empresário e presidente da Associação Comercial do Porto

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