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Opinião

Salvar vidas, salvar empregos

Salvar vidas, salvar empregos

Os sinais de instabilidade somam-se à incerteza dos dias que vivemos. É fundamental manter o empenho, a responsabilidade e a esperança.

É importante garantir que cada um se dedica a fazer o melhor daquilo que sabe. Os médicos a tratar doentes, os empresários a manterem a economia viva, as instituições a contribuírem com soluções. Sem derivas.

Com sentido do dever, é isso que temos vindo a fazer na Associação Comercial do Porto. Apresentando propostas concretas no sentido de alargar o alcance das medidas de defesa do emprego e da viabilidade das empresas - com maiores apoios à remuneração dos trabalhadores que não podem exercer a sua atividade, através da suspensão dos encargos fiscais durante a paralisação forçada da economia, por via do pagamento das dívidas do Estado a fornecedores e com o reforço das linhas de crédito, quer quanto ao montante quer quanto às condições.

Com preocupação e sentido de justiça, o primeiro-ministro e o ministro da Economia acolheram e colocaram já em prática algumas das medidas que propusemos e que aliás recolhem um apreciável consenso na sociedade. Sublinho, a par do equilíbrio do Governo, o contributo do líder da Oposição, aliando-se ao esforço coletivo neste momento de emergência. Esta não é altura para fazer política nem para combates ideológicos, algo que só alguns iluminados das correntes mais radicais insistem em não perceber.

A prioridade é salvar vidas. Queremos todos que "isto" acabe. Que acabe depressa e que acabe com o menor dano possível. Mas temos um país para pôr a funcionar no dia seguinte. E é aqui que entra a salvação da economia. Portugal tem uma população empregada de 4,9 milhões de pessoas. Destas, cerca de 700 mil são funcionários públicos (14 por cento). O essencial da força de trabalho - mais de 4 milhões - está nas pequenas, médias e grandes empresas privadas. Está nos trabalhadores independentes e nos empresários em nome individual. Precisamos do Estado? Sim, precisamos. E bastante. Para cumprir o seu papel de regulador, de legislador e de garante da prestação de serviços públicos. Para ajudar a economia a funcionar.

*Empresário e Pres. Ass. Comercial do Porto

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