Opinião

Três dramas dos nossos dias

Três dramas dos nossos dias

O estado da TAP. A providência cautelar que a Associação Comercial do Porto colocou em tribunal pretende impedir o Estado de financiar (com o dinheiro dos nossos impostos, não se trata de fundos comunitários) uma companhia aérea falida (que é privada, tem uma gestão privada e não presta serviço público). Queremos poupar 1,2 mil milhões de euros ao erário público. Queremos evitar o desperdício de uma verba astronómica (equivalente à construção de 46 alas pediátricas do Hospital de S. João). Não é uma questão do Porto ou do Norte. Temos recebido o apoio de personalidades e instituições de todo o país. E o problema nem é só a TAP. O problema são quarenta anos de má gestão, absurdas opções estratégicas do Estado e a centralização do investimento no mesmo sítio de sempre.

Lisboa. A capital é o centro de novos casos de covid-19 e da irresponsabilidade na contenção da pandemia. É fundamental recuperar o tempo perdido e tomar medidas adequadas (drásticas ou não, compete aos especialistas decidir). Está em causa a saúde e a vida das pessoas, acima de tudo. Mas Lisboa é a região do país com mais riqueza acumulada e com maior poder de compra. Também por isso, é imperioso normalizar o consumo e a economia da região, assegurando a viabilidade de muitas empresas, o futuro de milhares de empregos e a sustentabilidade das contas públicas. Não se trata apenas de salvaguardar a nossa imagem externa. A imagem de Portugal será um espelho da dimensão do nosso problema sanitário.

Droga. Já aqui denunciei essa chaga social, esse poço de criminalidade e esse atentado à saúde pública que constitui o tráfico e o consumo de drogas na zona do Fluvial e da Pasteleira. Volto ao tema, para elogiar a ação e a resposta da Polícia de Segurança Pública. Em permanência e com a devida visibilidade musculada, a PSP está a combater o problema. Esperamos - todos os que temos denunciado o que se passa e a exigir uma resposta das autoridades - que à PSP e aos seus agentes não faltem meios nem apoios para prosseguir a missão, pondo fim a este antro de marginalidade organizada e de decadência humana. Parabéns PSP!

*Empresário e pres. Ass. Comercial do Porto

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