Opinião

Feliz Ano Novo

O primeiro-ministro acredita que uma mensagem lida com espírito natalício e um pinheirinho decorado ao pé altera a realidade dos factos. Não altera.

Por seu lado, o PCP e o BE criticam António Costa, convencidos de que não se notará que cada Orçamento do Estado, corte e cativação desde 2015, contaram sempre com os votos favoráveis da extrema-esquerda. Enganam-se. Sabemos todos muito bem que o PS só governa, tendo perdido eleições, por causa do apoio do PCP e do BE.

Dificilmente um Governo conseguiria tão pouco, em condições tão favoráveis. Coube ao CDS e ao PSD pagar entre 2011 e 2015 as faturas antigas do PS noutro Governo trágico, o turismo disparou, porque Portugal é tido como boa alternativa aos riscos sentidos em destinos tradicionais de África e do Médio-Oriente, a economia internacional - de que somos dependentes - registou melhorias e "alavancou" o crescimento nacional, a política do BCE permite taxas de juro baixas e o clima de confiança assim gerado potenciou o investimento privado. Pena o fraquíssimo Governo.

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O PS repete a cartilha da devolução de rendimentos às famílias. Só omite que se limitou a fazer cessar restrições impostas pelo programa de austeridade que o mesmo PS negociara com a troika em 2011, tal qual faria cessar qualquer outro partido à sua Direita. Dito isto, que mais se vê?

Todos os setores que dependem do Estado gerem o caos. Os hospitais são confrontados com o aumento de listas de espera, crescimento das dívidas a fornecedores, doentes amontoados em corredores, atrasos nas cirurgias, falta de roupa e demissões em bloco de diretores de serviço. Na ferrovia suprimem-se comboios, falta equipamento e manutenções, as estações estão decrépitas e responsáveis são demitidos quando se atrevem a denunciar riscos. A segurança está dependente de um MAI que apouca agentes em público com mais empenho, do que lhes concede meios básicos para cumprirem missões. A educação foi minada por ideologia a que deveria ser alheia. Somam-se greves de médicos, enfermeiros, professores, polícias, guardas prisionais, funcionários da autoridade tributária e na CP.

Perante os piores incêndios, o SIRESP ficou mudo e os helicópteros russos que António Costa comprara ao preço de milhões, não levantaram do chão. Furtaram-se armas dos quartéis e desapareceram pistolas de esquadras da PSP. Ruiu uma estrada pública em Borba, mas para o Governo, o Estado não tem nada que ver com isso. Temos a maior carga fiscal dos últimos 22 anos e muito mais trabalhadores precários. A dívida pública é uma das maiores do Mundo. Mas para a Esquerda, Portugal está melhor.

Votos de Feliz Ano Novo, com outro e melhor Governo.

Deputado europeu

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