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Opinião

Outra vez

Insanidade. Matam porque odeiam a vida. Desprezam a própria e atentam contra a alheia. Fazem-no indiscriminadamente, sem respeito por novos ou velhos, mulheres ou crianças. Acreditam que a violência gratuita pode ser transformada num exercício de fé. E convertem uma religião tolerante numa expressão extremista, que estigmatiza e envergonha a imensa maioria dos verdadeiros crentes.

Recorde-se: - EUA, 11 de setembro de 2001. Quatro aviões comerciais foram tomados de assalto por 19 terroristas. Dois foram lançados contra as Torres Gémeas de Nova Iorque, um contra o Pentágono, na Virgínia, e outro despenhou-se na Pensilvânia. Nenhum passageiro sobreviveu e mais de 3000 pessoas foram assassinadas

- Espanha, 11 de março de 2004. Várias bombas explodiram em estações e carruagens de comboios em Madrid. 191 pessoas foram assassinadas.

- Inglaterra, 7 de julho de 2005 . Explodiram bombas em três carruagens do metro de Londres e num autocarro da London Buses. 52 pessoas foram assassinadas.

- França, 7 de Janeiro de 2015. No ataque ao "Charlie Hebdo" em Paris e a um supermercado Kasher, em Montrouge, 17 pessoas, incluindo dois polícias, foram assassinados.

- França, 13 de novembro de 2015. Armas automáticas e explosivos foram utilizados em ataques coordenados em Paris e Saint-Denis, na rua, no Stade de France e no Teatro Bataclan. 130 pessoas foram assassinadas.

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- Bélgica, 22 de março de 2016. Em Bruxelas foram detonados explosivos nos ataques ao aeroporto Zaventem e à estação de metro Maelbeek. 31 pessoas foram assassinadas.

Amanhã haverá quem encontre causa, outra vez, no pecado das políticas de austeridade e nos fenómenos de exclusão social. Erro básico.

A ocidente tudo se tolera, sob pretexto dos sacrossantos direitos à liberdade de expressão e proteção de dados. Cidadãos referenciados são doutrinados em mesquitas e prisões por clérigos identificados, que pregam o ódio ao nosso modo de vida, negam o holocausto e fazem juras de morte.

Fora de fronteiras espera-se que outros, com menos meios, sejam capazes de varrer por nós o extremismo que germina na Síria, no Iraque e na Líbia.

E a Esquerda parlamentar, sem senso, apregoa o fim da Europa fortaleza e dos hotspots destinados ao registo dos refugiados e migrantes. É o laissez faire, laissez passer.

Assim não vamos lá.

Recorro ao aeroporto Zaventem há sete anos, à razão de duas vezes por semana. A estatística não esteve contra mim. 40 minutos antes da explosão, um assistente do meu gabinete saíra da estação de Maelbeek. Teve sorte.

Outros, infelizmente, não puderam dizer o mesmo.

*DEPUTADO EUROPEU

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