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Paula Ferreira

Ouvidos os cientistas, chegou o tempo da política

As escolas encerraram não porque o seu normal funcionamento constituísse risco epidemiológico grave. O motivo foi outro: os movimentos entre casa e escola, e vice-versa, teriam um efeito negativo na tentativa de confinar o País. Como os pais estavam a portar-se mal, castigaram-se os filhos. E agora, com Portugal a preparar-se para desconfinar, há um sério risco dos jovens e crianças pagarem mais uma vez pelo medo que os adultos mostram de tomar decisões difíceis.

Paula Ferreira

A grande ameaça é outra

O Mundo é global, a preocupação também. Chama-se SARS-CoV-2 e tudo ficou dependente do vírus: a vida familiar, a pequena comunidade onde vivemos, o nosso bem-estar mental e físico, a sustentabilidade do restaurante que sempre frequentamos e torcemos para que resista, a economia do país. Há quase um ano, entramos num túnel e continuamos a caminhar em busca de uma réstia de luz, como se para além do espaço que nos oprime tudo o resto deixasse de existir.

Paula Ferreira

A democracia a ser testada

O Partido Socialista ganhou as eleições regionais nos Açores. Devia festejar. Não tem razões para isso. No seu último mandato - foi eleito pela primeira vez em 2012 -, Vasco Cordeiro corre o risco de não conseguir formar Governo. O mesmo aconteceu a Passos Coelho no continente, em 2015. Os papéis invertem-se, portanto. Enquanto no continente a Esquerda conseguiu fazer uma coligação parlamentar de apoio ao Governo de António Costa, no arquipélago dos Açores esta opção está neste momento do lado do PSD, se o socialista Vasco Cordeiro falhar a formação de novo executivo.

Paula Ferreira

A ver passar os comboios

Voltei a subir o Douro de comboio num sábado de sol, reedição de uma viagem feita há décadas, noutras circunstâncias. O mesmo deslumbramento, um país diferente. Pior? Muito pior, se falarmos de transportes, se falarmos de comboios. Entre estas duas viagens, com um intervalo amplo, o que mudou? Tanto e sempre com prejuízo para as pessoas. Assistimos a uma destruição deliberada do transporte ferroviário, desinvestimento atrás de desinvestimento até tornarem os comboios inúteis, pela simples razão de não prestarem um serviço fiável.