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Opinião

A normalidade está perto

A normalidade está perto

Todos os dias há milhares da casos positivos por infeção com o SARS CoV-2.

Os números de internados em enfermaria e em cuidados intensivos também têm vindo a aumentar, acompanhando, naturalmente, a subida de infetados. A par disso, e apesar das restrições impostas por altura das festividades natalícias para conter a pandemia, a vida vai correndo, longe ainda de podermos dizer ter voltado à normalidade, mas muito longe também do que estávamos a viver há quase dois anos.

Será abusivo ou mesmo um erro querermos falar em normalidade? Há quem já se atreva a fazê-lo. O Governo espanhol, aqui ao lado, está pronto para começar a acompanhar a covid-19 como se fosse uma gripe. Ou seja: sem desvalorizar a doença, vai deixar de notificar a totalidade dos casos positivos e criar uma rede de médicos sentinela - que acompanha a evolução do vírus, tal como é feito em relação à gripe ano após ano.

É tempo de alterar a estratégia, de terminar com o despejo de números de pessoas infetadas, mesmo que a maioria delas não apresente qualquer sintoma de doença. Bem-haja Espanha por ter dado início à discussão, embora em Portugal também já há quem defenda uma alteração de abordagem. Francisco George, durante anos diretor-geral da Saúde, criticou recentemente os boletins diários da DGS por reportar o total de infetados, sem discernir um caso positivo de alguém que efetivamente está doente.

Bem-haja Espanha. Abriu a discussão e levou a Agência Europeia de Saúde Pública a desafiar os países do velho continente a fazer a transição de um sistema de alerta de emergência para outro orientado por um sistema de vigilância.

Este é o passo que faltava para o regresso da normalidade. Não está ainda ao virar da esquina, mas vislumbra-se no horizonte.

Editora-executiva-adjunta

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