Opinião

Férias incertas

Primeiro, Portugal está na lista verde do Reino Unido. As reservas não param de cair nos hotéis algarvios, depois, sem que se perceba muito bem porquê, o Governo do Reino Unido retira Portugal dessa lista.

O cancelamento de reservas nos hotéis algarvios cresce à mesma velocidade com que foram feitas e os turistas, que aí se encontram a gozar o sol do Sul, iniciam a debandada, antes que sejam obrigados a cumprir quarentena à chegada à ilha de Sua Majestade. Uma amostra do que poderá ser o verão por essa Europa fora? Muito provavelmente sim.

Depois do Reino Unido, também os nossos vizinhos espanhóis decidiram, e não os podemos acusar de falta de racionalidade, estender as regras de quem chega por via aérea e marítima aos que entram por terra, ficando os incumpridores sujeitos a multas entre os três mil e os 60 mil euros. Umas férias estragadas, portanto, que farão os mais cautelosos optar por um descanso doméstico. O que se esperava neste verão não seria um regresso à tão desejada normalidade, mas, pelo menos, regras claras para todos. Enquanto a Europa pede reciprocidade aos Estados Unidos no acolhimento de turistas dos 27, por aqui cada um estabelece as regras que mais se apropriam à segurança do país e ao seu eleitorado.

Era tempo de alguma estabilidade de uniformidade na resposta à pandemia, para evitar sobressaltos e respostas ao sabor de conjunturas, como o que ainda recentemente se assistiu no Porto, com um aparente aligeirar nas regras para receber duas equipas inglesas e respetivos adeptos. Com a vacinação a evoluir, espera-se que o certificado de vacinação permita aos europeus transpor fronteiras, independentemente de que país da União Europeia sejam provenientes.

Editora-executiva-adjunta

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