Opinião

As mãos

O país precisa de dar as mãos. De dar as mãos no que isso significa de estarmos todos a remar para o mesmo lado, no que significa de ter os partidos, no Parlamento, à procura de consensos que ajudem a transformar Portugal para várias décadas, mas também no que significa de capacidade de ter todo um povo a meter mãos à obra para merecer e ter mais do que tem.

Do político Manuel Alegre espero o que espero de outro político qualquer, no poeta encontro palavras que vale a pena recordar:

[ "De mãos é cada flor, cada cidade.

Ninguém pode vencer estas espadas:

nas tuas mãos começa a liberdade."]

Na parte final do poema "As mãos" encontramos resposta fácil para as inquietações pela perda de soberania que tanto espaço ocupa no debate político. Se queremos ser livres, se queremos ser senhores do nosso destino, então convém que não nos coloquemos nas mãos dos outros.

Convém que não passemos a vida a hipotecar o futuro, porque há sempre o risco de quem tem a hipoteca na mão querer de volta o que emprestou. Viver de mão estendida só dá liberdade a quem a estende para ajudar, não para quem vive de pedir.

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Mesmo com todos os disparates que fizeram governos sucessivos e famílias afogadas em créditos por pagar, está nas nossas mãos a decisão do que vamos ser como país, como famílias, como cidadãos. Chega de lamúrias, vamos ao trabalho.

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