Opinião

Ainda há pistas mágicas

Ainda há pistas mágicas

Talvez seja a solidariedade, como diria Kafka, o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. São dois palavrões, estes: solidariedade e dignidade humana. Ninguém se atreve a contestá-los. Coisa bem diferente é praticá-los. A vida estuga de tal forma o passo que com facilidade esquecemos o que nos ensina o eixo da roda: por mais apressada que esta ande, o eixo mantém-se sempre no mesmo sítio. Na roda está o quotidiano; no eixo estão os valores, como a solidariedade e a dignidade humana.

Talvez seja por isso que abrimos a boca de espanto, quando confrontados com iniciativas como aquela que, durante ano e meio, juntou 14 dos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto em torno de um projeto cujo objetivo passava por dinamizar o voluntariado. A iniciativa, intitulada Voluntariado Organizado para uma Ação Humanitária de Referência, agregou em torno dos municípios organizações da economia social, do setor público e do setor privado, empresas e entidades educativas. O balanço fez-se, há dias. Coube-me moderar uma conversa com as 14-pessoas-14... De cada um dos representantes das autarquias ouvi relatos de uma humanidade extraordinária, histórias de entreajuda e de solidariedade, daquelas que nos desenrugam a alma. O trabalho é, as mais das vezes, invisível, porque feito por pessoas e junto de pessoas que vivem longe do bulício mediático. Talvez seja esse um dos segredos do sucesso da iniciativa. Que já tem futuro garantido, agora a 17: a ideia é criar uma rede metropolitana de voluntariado.

Nada disto, que é muito bonito, se faz sem uma grande dose de empenho e talento. O trabalho foi cerzido pela Pista Mágica, associação sem fins lucrativos que, sendo a primeira escola de voluntariado em Portugal, se bate pelo "vasto potencial do voluntariado e da cidadania ativa enquanto caminhos para a transformação da sociedade".

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É tão bom saber que ainda há por aí pistas mágicas......

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