Opinião

Escolha decisiva

A campanha eleitoral deixou clara a alternativa com que os portugueses estão confrontados no próximo dia 6: a continuação da "geringonça" com políticas de distribuição e não de crescimento, ocupação do aparelho de Estado e crescente degradação dos serviços públicos, por um lado; ou uma proposta política seriamente dirigida para o crescimento económico e, logo, para melhores salários e melhores empregos, bem como para a recuperação da qualidade dos serviços públicos, e para a preservação da seriedade e ética na política, por outro lado.

Estas duas propostas são apresentadas por dois partidos com visões diversas da sociedade civil e da sua relação com o Estado. E são protagonizadas por dois políticos com um percurso e uma índole bem distintos: António Costa e Rui Rio.

Sabe-se que os últimos anos beneficiaram, no plano económico, de condições externas extremamente favoráveis. Apesar disso, Portugal é dos países que menos cresce na União Europeia, e onde os serviços públicos mais se degradam, a ponto de (como na saúde) deixarem de cumprir as missões constitucionalmente definidas.

No próximo dia 6 de outubro, os portugueses estão, por isso, confrontados com uma escolha decisiva, tal como foi a que fizeram há 10 anos, nas eleições legislativas de 2009. Todos os democratas e patriotas devem sobretudo desejar que escolham, e, portanto, que votem, mas também que o façam bem, tendo em conta a experiência passada e as propostas apresentadas.

Os portugueses têm na sua mão o seu futuro. Este será aquilo que escolherem.

Professor universitário