Opinião

Os novos "Donos Disto Tudo"

Os novos "Donos Disto Tudo"

O Partido Socialista não ganha eleições legislativas em Portugal desde 2011.

Mas, à boleia da geringonça, marcado pela liderança do otimista Costa, domado pelo narcisista Centeno e embalado por sondagens favoráveis, o PS evidencia surpreendentes tiques autoritários e uma soberba pouco compatível com a vida democrática.

Os sinais são crescentes e preocupantes.

Nos incêndios, a culpa nunca foi do Governo (mesmo com ministros em demissão e cadeia de comando esfrangalhada) e, há poucos dias, ainda se permitiu o primeiro-ministro alijar responsabilidades para os autarcas. Na compra do material de proteção das populações e das "golas", tivemos o ministro Cabrita rude e impaciente num primeiro momento e, dias passados, a ordenar um "rigoroso inquérito", para sacudir a pressão e ganhar tempo. E os ajustes diretos como regra normal de contratação? A culpa é do "adjunto padeiro" e nem o secretário de Estado "sabe de nada" nem se demite.

Ainda Portugal se espanta com o escândalo de proporções internacionais do "Familygate" - perante o qual o nosso Primeiro, sem corar, achou tudo normal e habitual - e já rebenta o novo escândalo, mais do tipo "Familybusinessgate" dos negócios das famílias do Governo, envolvendo pais. filhos e irmãos. Resposta do ministro Santos Silva? Pede-se um parecer à Procuradoria-Geral da República e "folgam as costas". Tudo acompanhado ao vivo e em direto do já famoso "seria um absurdo uma interpretação literal da lei".

E é tudo isto que se avoluma, com despudor e sentimento de impunidade. No fim do dia e no fim das contas o Partido Socialista - agora cada vez mais liberto das muletas do PC e do BE - vai destapando a sua natureza e o velho PS volta, na versão de "PS Donos Disto Tudo", que conhecemos há bem poucos anos.

Perante este perigoso deslumbre do Partido Socialista temos de ter respostas alternativas.

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Em Portugal, a resposta alternativa ao PS e à geringonça chama-se Partido Social Democrata e é à volta deste que temos de "tocar a reunir" para combater a perigosa hegemonia de Esquerda.

Não negando que há muitos iludidos pela visão cor de rosa de Costa, há também muitos já desiludidos pelas promessas dos "amanhãs que cantam" e que buscarão no PSD ideias e propostas que conciliem "responsabilidade orçamental" com "melhores serviços públicos" e com menor "carga fiscal".

É tempo de encarar "olhos nos olhos" os portugueses e mostrar que há mesmo outro caminho, pois Portugal não está condenado aos novos "Donos Disto Tudo".

* DEPUTADO DO PSD

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