Opinião

#nuaecrua

Joana Amaral Dias, ex-Bloco de Esquerda, ex-Juntos Podemos e agora dirigente do movimento Agir, decidiu mostrar-se ao eleitorado com o mesmo desprendimento com que veio ao Mundo: nua. E escolheu a capa da revista "Cristina" para fazê-lo. A preto e branco, encaixada no namorado, pai do filho que carrega na barriga. A gravidez de risco que podia afastá-la da campanha não foi suficiente para a afastar do gravador de Cristina Ferreira. Joana valorizou (e bem) a sua condição física para se resguardar da política, mas agora usou a mesmíssima condição física para se promover na política. Não há mal nenhum em uma mulher de 40 anos, bonita, grávida, querer partilhar as formas com o Mundo. Gabo-lhe a coragem e a ousadia. Mas quando essa mulher é candidata a um lugar no Parlamento tem de ter consciência de que a sua dimensão política se esgota no momento em que veste essa pele mediática. Ou alguém acredita que, depois disto, os eleitores vão querer conhecer o programa macroeconómico do Agir? Uma coisa, porém, Joana Amaral Dias tem a seu favor: ela é a candidata que menos esconde aos eleitores. Pensando bem, mais vale a nudez literal e harmoniosa de Joana do que a nudez política cheia de pregas de alguns acasacados.

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