Opinião

#pernil

Apenas uma nação com a nossa envergadura internacional podia figurar entre os destaques da CNN a propósito de um assunto que a gigante norte-americana dos média intitulou de "revolução do porco". O pernil português correu Mundo pelas piores razões: não chegou onde era suposto. Milhares de bocas de venezuelanos famintos ficaram abertas de espanto ao saber que a descomunal encomenda feita por Nicolás Maduro a empresas portuguesas não desembarcou do outro lado do Atlântico. Instalou-se o caos nas ruas. Na Venezuela, um Natal sem pernil não é Natal. Maduro culpou Portugal, os venezuelanos no fundo da cadeia alimentar culparam o regime que raciona os alimentos e o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, tentou culpar a globalização, recordando a Maduro que numa economia de mercado são as empresas que exportam e não os governos. E essas empresas que exportam foram obrigadas a explicar ao líder venezuelano que a culpa, sendo um conceito elástico, neste caso é de uma firmeza a toda a prova: quem não paga, não come. Por muito que chore.

JORNALISTA

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