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A demissão das elites

A demissão das elites

Uma espécie de jornal chamado I trazia ontem na primeira página que o F. C. Porto estava em risco de ficar de fora das competições europeias. Tanto esta mentira, como as outras lá pespegadas, era tão descarada que não permitia outra interpretação que não fosse a intenção de difamar o F. C. Porto.

Podemos especular sobre as motivações de quem faz isto, mas não vale a pena, é o costume.

Discorrer sobre a importância da comunicação é perder tempo, basta lembrar que influencia, condiciona, constrói narrativas. Um bom exemplo é a aldrabice dos seis milhões que dá origem a que os decisores políticos e fáticos pensem que lhes é favorável dizer coisas simpáticas sobre o Benfica.

O F. C. Porto é o maior símbolo da Região Norte, quem mais fez pela afirmação dos valores das nossas gentes. No entanto, está completamente desprotegido na guerra comunicacional. As forças vivas da região, nomeadamente as grandes empresas e empresários estão sempre dispostas a vociferar contra o poder central, mas, mostrando uma cegueira estratégica chocante, não fazem o mais pequeno esforço em investir em órgãos de Comunicação Social que possam, pelo menos, equilibrar o discurso - já ninguém leva a sério as declarações regionalistas desses senhores, são esquecidas com mais um negócio.

Apenas por causa do F. C. Porto? Claro que não. Pensar que se alcança poder político para elevar a região sem comunicação é apenas ignorância, claro está. Mas é fundamental que se perceba que tem de haver uma maior simbiose entre o tecido económico regional e o clube que é a sua bandeira.

Entretanto, vamos sendo difamados e ofendidos por qualquer esgoto em forma de jornal.

A subir

O reinício do campeonato alemão teve audiências recorde. Claro que a grande razão para isso ter acontecido é a fome com que todos andamos de bola, mas pode ser que um dos dois melhores campeonatos da Europa tenha a visibilidade em Portugal que merece.

A descer

A frase da moda no futebol é "nada será como dantes". Se se quer dizer que não vamos voltar aos estádios, não passa de um disparate. Até pode ser que venha a acontecer, mas afirmar isso é assegurar que a ciência não vai encontrar tratamentos ou vacinas para a doença.

*Adepto do F. C. Porto