Bancada JN

Amorim, o anjo

Fiquei aborrecido com os editoriais, textos de opinião e comentários televisivos sobre o comportamento de Ruben Amorim durante e depois do jogo do Sporting contra o Famalicão.

Coitado do rapaz. É bem verdade que ainda agora está a começar a carreira e já tem um belo registo de expulsões, mas não era preciso dizer que ele é mal-educado, que insulta toda a gente, que perde a cabeça por tudo e por nada, que não saberá educar os filhos e que os pais não lhe deram educação.

Não se pode tratar assim uma pessoa. Afinal, o Ruben devia estar aborrecido no fim do jogo com o empate e apenas se descontrolou um bocadinho e destratou a equipa de arbitragem. Claro que depois na conferência de Imprensa, já calmo e longe do calor do jogo, fez umas insinuações rasteiras e parecia mesmo, mesmo, um treinador que toda a gente descompõe quando diz nem um milésimo do que o Ruben disse, mas, já se sabe, aquilo foi só um descuido.

Não é o Ruben um homem com fantásticas capacidades de comunicação? Não tem ele um imenso fair play e uma extraordinária postura? Não seria o futebol muitíssimo melhor se todos os treinadores fossem pessoas tão educadas como o Ruben Amorim? Claro. O homem não é como os outros, não é daqueles que parece um príncipe quando tudo corre bem e um comum vilão quando os ventos não correm de feição. Nem é daqueles que reclama penáltis sem razão nenhuma porque perdeu pontos. Nada disso, o angelical Ruben não é desses. Arruaceiro, malcriado, bandido é o outro. O outro, aquele que treina o clube que tem sempre treinadores arruaceiros e malcriados.

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Hoje é dia 13 de abril, o dia em que o F. C. Porto vai eliminar o Chelsea e passar às meias-finais da Liga dos Campeões.

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Imagine-se o que aconteceria no país futebolístico se o Sérgio Conceição sugerisse que um clube adversário devia castigar um seu jogador. Mas, pronto, foi o Jesus e toda a gente encolhe os ombros e siga a banda.

Adepto do F. C. Porto

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