Bancada JN

Boas rotinas

Boas razões tinham os nossos rapazes para celebrar rijamente a conquista de mais uma Supertaça - apesar de vencer o clube da Luz se ter tornado uma rotina.

Foi o culminar de uma época extraordinária em que se ganharam, sem espinhas, as três mais importantes provas do futebol português. O mister Conceição tinha especiais motivos para festejar este ramalhete de vitórias: montou uma equipa que é uma máquina de competitividade, capaz de correr sempre mais do que as outras, de fazer tudo para chegar primeiro à bola, em que se vê uma preparação meticulosa de cada jogo e convém não esquecer que o tipo de jogo pode não agradar aos mais puristas mas está ali muito trabalho de qualidade. Mas, mais do que tudo, é uma equipa que mostra a cada passo que tem mais vontade de ganhar do que o adversário. Seja contra o Manchester City, seja Benfica ou Fabril, entramos sempre de dentes cerrados e a lutar por cada milímetro de terreno. É verdade que é essa a nossa assinatura, que é esse o nosso traço distintivo como clube, mas é de justiça realçar o trabalho do nosso treinador na passagem desses valores à prática.

Mas a cabeça do portista é o que é. Celebramos, ficamos contentes com a festa dos jogadores, assistimos com orgulho a mais um troféu a ser levantado pelos rapazes, mas, por muita euforia que mostremos, a nossa cabeça rapidamente foge dali: já está no próximo jogo. Será que os rapazes estão demasiado confiantes? Alguém se magoou? O Vitória está a subir, estaremos cansados?

O nosso amor pelo brasão abençoado não conhece descanso, não há vitória que nos faça esquecer a obrigação da próxima. Foi também assim que nos fizemos tão grandes.

A subir

A dada altura do jogo, um rapaz de 37 anos parte atrás de uma vedeta extraordinária de 21, daquelas que já deve ter feito umas cem primeiras páginas dos desportivos de Lisboa, corre mais depressa do que ele e protege a bola até que chegue ao Marche. Foi só o nosso Pepe, o melhor em campo e um dos melhores centrais do mundo em atividade.

A descer

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Uma organização de nome Globe Soccer Awards decidiu atribuir ao Cristiano Ronaldo o prémio de jogador do século. Ou os séculos têm agora só vinte anos ou alguém se precipitou, digamos, um bocadito. O ridículo mata e este prémio é absolutamente ridículo.

*Adepto do F. C. Porto

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