Brasão abençoado

E azul e branca essa bandeira avança

E azul e branca essa bandeira avança

Hoje, lutamos pelo ponto que nos falta para reconquistarmos o título de campeão nacional. Não tivesse sido a fase final do anterior campeonato aquilo que foi e estávamos à porta de mais um tri. Mas, por vezes, nem toda a nossa vontade consegue transpor a barreira da injustiça e da cegueira seletiva.

Até pode ser que esse tão desejado pontinho já não seja necessário - no momento que escrevo não sei qual foi o resultado dos nossos adversários que seguem em segundo lugar. Pouco importa. Falte ou não falte, sei que os nossos rapazes entrarão em campo como se a sua vida dependesse da vitória neste jogo.

Esta equipa pode não ser a mais virtuosa da nossa história, pode não ser a que ficará na nossa memória pelas mais espetaculares jogadas, pelas fintas mais estonteantes, pelos golos mais fantásticos, mas pede meças a qualquer outra pelo caráter, pela garra e pela vontade de vencer. São estas características que nós, portistas, sabemos serem as decisivas, são elas que são a expressão final do que nós somos enquanto clube, enquanto tribo.

O nosso treinador e os nossos rapazes, quando o coro do costume já cantava hossanas aos da Luz e encomendava faixas, mostraram não ter esquecido uma máxima que também é muito nossa: só está vencido quem desiste de lutar. No fundo, os homens que são nós em campo encarnaram os nossos valores e os nossos sentimentos, e isso é só o que lhes pedimos.

Um coração que bate na cidade do Porto e que faz correr o sangue azul e branco pelas sete partidas do Mundo.

Cada vez que ganhamos, há uma tentativa para secundarizar as nossas vitórias com uma novela qualquer. A deste ano é a "Jesus salva-me", protagonizada por Luís F. Vieira. Tem sido muito divertida. Desejo que se entretenham muito com ela, nós vamos comemorar o título e os autores da rábula não estão convidados.

Toda a gente comete erros e se engana. Quando isso acontece, há uma coisa muito simples que os homens de caráter fazem: admitem as falhas e pedem desculpa. Infelizmente, há quem assobie para o lado e nos tome por parvos. No tempo em que havia poucos registos, ainda passava, agora é impossível.

*Adepto do F. C. Porto

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