Bancada JN

Inevitabilidades

Um dos grandes desafios, talvez o maior, para clubes como o F. C. Porto é conseguir manter a capacidade competitiva dentro de um saudável equilíbrio financeiro.

Está em curso, e não é de agora, um plano que visa criar um fosso ainda maior entre clubes que pelos seus condicionalismos objetivos e subjetivos (dimensão do mercado, demografia, etc) têm menos acesso a verbas importantes. A impossibilidade de partilha de passes de jogadores entre clubes e fundos é só um dos exemplos. O que hoje sabemos é que para mantermos uma equipa competitiva em termos europeus e sempre candidata ao título nacional estamos dependentes das verbas da Liga dos Campeões e da transferência de ativos no fim da época. Basta olhar para as contas do clube para saber isso. Sim, estamos dependentes de variáveis pouco previsíveis.

Por muito arriscado que possa parecer não temos, neste momento, outra solução que não seja manter esse modelo. Vão acontecer mudanças estruturais nos quadros competitivos europeus e não é altura de sacrificarmos, ainda que fosse num curto espaço de tempo, resultados desportivos por financeiros. Para isso não podemos deixar de investir na equipa: em contratações, em salários e em formação.

O momento em que o nosso foco for apenas o equilíbrio financeiro é também o momento em que nos tornaremos um clube perdedor. Equipa mais fraca, menos vitórias, menos acesso a mercados, menos receitas. E convém não esquecer que até internamente há um clube que tem, digamos, subsídios a que não temos acesso.

O homem que me ensinou quase tudo o que aprendi na vida dizia-me que o maior erro que se comete em gestão é olhar primeiro para os custos e depois para as receitas.

Temos ganhado sistematicamente porque somos mais competentes, mais focados e temos mais vontade de ganhar. Mas também porque temos sabido que não se vence sem ter bons profissionais. Que nunca se perca esse foco.

+ O Sr. Pedroto dizia que no banco se sentavam reforços e não suplentes. É exatamente isso que tem acontecido. Mais do que tudo é excelente ver a vontade e a motivação com que entram. Vénia para o mister.

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- O dinheiro é muito importante, mas não é tudo. Há clubes que investem fortunas nas suas equipas, anunciam feitos nunca vistos e depois não passam da mediocridade mais absoluta. A bazófia anda pela hora da morte.

Adepto do F. C. Porto

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