BANCADA JN Brasão abençoado

Liderar

Um presidente de um clube que estava a três pontos do líder da competição, faltando ainda seis jogos muito difíceis para o seu adversário, que ia jogar a final da taça do seu país, com um treinador que lhe deu um título absolutamente inesperado (respirar fundo) na época anterior, desata a fazer telefonemas a um técnico que tinha tido sucesso nessa mesma agremiação. As negociações aparecem em todos os órgãos de comunicação social e não há nem um desmentido nem uma declaração de apoio inequívoco ao treinador e ao grupo de trabalho.

Um outro presidente está a sete pontos de distância do primeiro classificado, vem de uma época sem vencer títulos, perde uma taça e é confrontado, no fim desse jogo, com declarações nervosas do treinador da equipa. Reafirma publicamente, através de palavras e atos, a confiança no técnico e nos jogadores, motiva a equipa para os próximos jogos e ignora quem levanta dúvidas sobre o caminho que está a ser seguido.

Situação neste momento: o primeiro clube encontra-se sem treinador, com uma equipa - onde foram investidos, só em dois jogadores, 38 milhões de euros - completamente perdida, numa crise profunda de liderança e um presidente a anunciar que vai ter uma conversa com a família; o outro recuperou da diferença pontual, tem uma vantagem interessante sobre o segundo e está unido para tentar assegurar os objetivos a que se propôs.

A verdade é que o futebol nesta história é um simples detalhe. Há homens que fazem a diferença, que com uma decisão transformam em vitórias derrotas cantadas.

Claro que a semelhança com histórias conhecidas não é simples coincidência.

A subir - O F. C. Porto não fez um jogo de grandes primores técnicos em Paços de Ferreira e a vitória foi arrancada a ferros, mas importa lembrar que não ganhávamos na Mata Real há muito tempo. Seja como for, nesta fase do campeonato qualquer exibição que dê três pontos é excelente.

A descer - Ainda há pouquíssimo tempo ouvia alguém gritar aos sete ventos que o Benfica estava a transformar-se na Juventus de Portugal. Outros garantiam que havia uma hegemonia benfiquista. Tinha alguma dignidade ouvir dessas pessoas um simples "enganei-me".

*Adepto do F. C. Porto

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