Bancada JN

Mais uma alegria, mais uma vitória

Mais uma alegria, mais uma vitória

Todos os títulos que o F. C. Porto vence são especiais, mas há uns mais especiais do que outros. Este é um deles.

Desde o facto de termos perdido grandes jogadores (Casillas, Filipe, Militão, Brahimi, Herrera) até às várias peripécias parafutebol, passando pela eliminação da Liga dos Campeões e culminando na pandemia, ter ganho este campeonato merece todas as celebrações possíveis e imaginárias.

No que foi feito no campo, além do papel obviamente fulcral dos bravíssimos jogadores, há que enaltecer o trabalho do mister Conceição. Apesar dos reforços não terem a qualidade dos rapazes que saíram - longe disso -, construiu uma equipa sólida, intensa, unida e muito competitiva, baseada no que já tinha. Se um treinador só é bom quando o resultado é maior do que a soma das partes, Sérgio Conceição foi para lá de excelente.

Mas, e La Palisse não diria melhor, o futebol não se joga só dentro das quatro linhas. Este campeonato tem a assinatura a traço muito grosso do presidente Pinto da Costa. Sozinho, no dia 25 de Janeiro de 2020, manteve o sangue frio e viu, não uma luz, mas o caminho para o título e foi também ele que manteve o clube unido nos momentos extremamente difíceis que vivemos e onde, como é normal, as opiniões se dividiam. Temos 38 anos de lições de liderança, amavelmente dadas pelo presidente, as deste ano foram lapidares e merecem figurar em qualquer compêndio.

Estamos a comemorar, mas não há um portista que no minuto a seguir a abraçar o seu irmão de fé, feliz pela vitória, não tenha começado a passar na final da Taça e no próximo campeonato. Foi assim que nos fizemos grandes: todas as vitórias são poucas para o nosso amor, todas as glórias são escassas para o imenso brasão abençoado.

Em cima

Eu não vou aos estádios de futebol ver o F. C. Porto para assistir a espetáculos, vou para estar perto do meu clube e assistir às suas vitórias. Mas quando elas acontecem com momentos como o do quinto golo contra o Moreirense é um autêntico maná. Uma verdadeira obra de arte.

Em baixo

O que está a acontecer no Desportivo das Aves é uma vergonha para o futebol português. No entanto, alerta-nos para a quimera da perda da maioria do capital social pelos clubes e para o vazio legal criminoso deste tipo de operações. Há males que vêm por bem.

Adepto do F. C. Porto

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