Brasão abençoado

O covil

Na sequência de um artigo de João Miguel Tavares, onde este me inclui numa espécie de conspiração em que há uma "mistura explosiva de negócios obscuros, trocas de favores, redes de influência e fanatismo" e lembra que fui sócio do ano em 2018 e que defendo o F. C. Porto onde quer que esteja (obrigado, tenho muito orgulho disso), um recente colunista do Expresso, Luís Aguiar-Conraria, numa troca de tweets, aplaude o colega do Público, fala do futebol como um covil e diz que eu faço parte da "procissão".

Não vou responder a paleio de taxista sobre a minha vida, mas vale a pena perder um minuto com as considerações sobre o futebol.

Estes dois colunistas não fazem mais do que seguir a moda: o futebol é um mundo de bandidos e qualquer político ou comentador (esta é nova) que se interesse pelo fenómeno e participe na vida dos clubes tem interesses pérfidos e é, no fundo, também um marginal.

Esta tese é igual à da "anda tudo a gamar" ou a de "Portugal é o paraíso dos corruptos", serve para agradar ao pagode. Por isso, não se preocupa em mostrar que o futebol não tem mais problemas de marginalidade do que qualquer atividade que lide com poder e dinheiro (nem incluo a paixão); não se chateia em pensar se não será precipitado dizer que uma pessoa que goste do jogo e se interesse pela vida da instituição de que é adepto, sendo político ou comentador(?), faz logo parte de uma procissão de bandidos e tem os seus direitos limitados.

Nem vale a pena lembrar que o futebol é uma das atividades que mais bom nome e prestígio têm trazido a Portugal ou que em mais nenhuma área temos tantos dos melhores profissionais do Mundo (dirigentes, treinadores, jogadores). Que interessa isto, se dizer que o futebol é um local mal frequentado e uma procissão de gente que frequenta covis vende e fica tão bem?

A subir
Alto mais alto não há: hoje, joga o mágico F. C. Porto, os rapazes de brasão abençoado ao peito vão defender as nossas cores. Será ​​​​​​​estranho não estarmos nas bancadas, mas somos nós que estaremos em cada chuto, em cada cabeçada, em cada corrida, em cada finta. Seremos sempre nós a estar em campo.

A descer
O Manuel José faz do ódio ao F. C. Porto a sua ocupação principal. Desta vez, resolveu destratar e caluniar o Fernando Gomes, ídolo de todos os portistas. Se o triste ressabiado não me surpreendeu, espantou-me assistir ao silêncio de um homem que tinha o dever de defender a honra do F. C. Porto e do nosso grande bibota.

*Adepto do F. C. Porto

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