Bancada JN

Pára tudo

Faço uma pausa na análise do que foi a nossa época devido a um acontecimento verdadeiramente extraordinário.

Não, não foi um clube ter feito o maior investimento de sempre do futebol português e nem a Taça Guadiana ter ganho; também não foi um presidente de um clube que ganha de 20 em 20 anos ter comemorado a vitória dizendo umas patetices dignas dos malucos do riso (dizer disparates, aliás, é uma espécie de assinatura deste cidadão); nem sequer esse fenómeno que desafia todas as leis da razoabilidade que é o secretário de Estado do Desporto continuar em funções. Nada disso.

De Lisboa desceram dezenas de viaturas carregadas de agentes da autoridade, liderados por o super juiz que tem como missão libertar o país de todo o mal. Os media já estavam à espera, prontos para registar todos os detalhes desta mega-gigantesca operação policial. Algo de muitíssimo grave devia estar a ser investigado. Teria o F. C. Porto umas masmorras debaixo do Estádio onde tinha sequestrados os filhos dos dirigentes do futebol mundial e por isso ganha tantos troféus? Seria que tinha sido descoberto que o era o F. C. Porto o responsável pela falência dos bancos que agora andamos todos a pagar? Haveria um laboratório secreto no Dragão onde se tinha criado o covid-19? Algo de muito grave tinha de ser, senão qual seria a justificação para tanto aparato, para aberturas de noticiários logo pela manhã?

E, de facto, o caso era um caso de extraordinária gravidade, justificativo de tanto aparato, de tantos agentes e de tanta preocupação, algo que ia deixar o país de rastos: suspeitava-se que um ex-jogador do F. C. Porto tinha acusado positivo à covid. Tudo se explica.

Em cima

A saga do andebol do F. C. Porto continua, mais um campeonato.

Em baixo

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A forma como o Rui Costa se comporta por esses estádios é uma vergonha, mas, claro, ninguém liga.

Adepto do F. C. Porto

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