Bancada JN

Querem destruir o futebol?

Querem destruir o futebol?

Provavelmente, quando abrir este jornal já se sabem mais notícias sobre o reinício do campeonato nacional.

Apetecia-me pensar se o futebol sem adeptos no estádio é mesmo futebol ou se estamos a inventar uma modalidade nova, mas, infelizmente, teremos tempo para isso.

Se o que se está a preparar para o recomeço dos jogos é importante - tirando alguns detalhes e propostas absurdas do tipo de todas as equipas irem para o Algarve que mostram mais ignorância do que qualquer outra coisa - convinha pensar na situação em que estão os clubes e no impacto desta crise para o seu futuro.

Todas as indústrias estão a ser apoiadas, e bem, mas o futebol, que é uma das principais, é olhado como se fosse marginal, desprezível mesmo. Não há linhas de crédito especiais, o poder político assobia para o lado (veremos no que dá a reunião entre o primeiro-ministro, FPF, Liga e os três principais clubes) e os bancos, essas entidades cheias de moral, chegam mesmo a fazer constar que para o futebol não há crédito.

Surpreende-me todo este desprezo do poder político e institucional pelo futebol? Claro que não. Com o apoio de uns analistas que vivendo do futebol passam a vida a dizer mal dele, o discurso contra o jogo está estabelecido. O que vende é dizer que é um mundo de bandidos e de corrupção. O facto de ser a indústria que gerou mais sucessos para o país, de gerar receitas enormes para o Estado, não conta. Claro que tem problemas, que atividade não os tem?

Dizem que as crises trazem oportunidades, parece que esta também está a ser aproveitada por quem quer destruir o nosso futebol.

Em cima

O extraordinário trabalho do F. C. Porto TV neste período merece todos os elogios. As entrevistas com glórias do passado, a recordação de momentos marcantes e tudo o mais que por lá tem passado ajuda-nos a passar este mau momento e mantém a chama bem viva.

Em baixo

A Altice acha muito bem que os seus clientes continuem a pagar-lhe, mas não quer pagar o contratualizado com os clubes. Estas empresas gigantes esquecem-se demasiadas vezes que as instituições têm memória e que não se esquecem de quem as ajuda ou prejudica nos maus momentos.

Adepto do F. C. Porto

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