Bancada JN

Ronaldistão

Factos são factos, o Ronaldo é o mais produtivo goleador de todos os tempos. Tem uma carreira única e extraordinária.

É o mais internacionalmente conhecido português da história (fenómenos do futebol e dos tempos, bem entendido) e o melhor futebolista da história do futebol luso. Mais, é um exemplo de trabalho e transcendência e mostrou sempre orgulho nas suas origens.

Com todos estes predicados não admira que tenha conquistado um lugar muitíssimo especial. A seleção transformou-se assim numa espécie de Ronaldo FC. Parece que é obrigatório ao treinador estar sempre a dizer que ele é o melhor do mundo e que jogador que não dê entrevista a dizer o mesmo terá dificuldade em ser convocado. A sensação que passa é que tudo o que diz respeito à equipa tem de ser feito com o ámen do jogador da Juventus.

Inevitável? Provavelmente.

Não é pelo Ronaldo já não ser o que era que não merece um lugar especial. A ingratidão é feia e só isso explica que ele marque todos os livres (apesar de ter na equipa quem o faça bem melhor), que refile constantemente com os colegas e que, sobretudo, faça exibições como as que tem feito. O que custa a entender é que um futebolista com a experiência e a responsabilidade do Ronaldo saia de campo antes do apito final e toda a gente ache que, coitado, sentiu-se injustiçado. O que não se percebe é que alguém que é apresentado como exemplo atire para o chão a braçadeira de capitão e ninguém diga que aquele ato não é admissível.

Sim, sei onde vivo e conheço o poder do Ronaldo, não me espanta ver tanto lambe-botismo. E sim, também não me espanta ver que há uns que se portam mal e sejam uns bandidos e outros uns anjos revoltados.

A subir
A seleção de sub 21 tem excelentes jogadores, a principal ainda tem melhores. A diferença é que a dos mais novos joga bem melhor.

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A descer
A campanha que se fez toda a semana contra Sérgio Conceição foi algo de insuportável, particularmente para quem tem memória.

*Adepto do F. C. Porto

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