FOI NO ANO 21

Impunes e protegidos

Na noite de sábado, após o jogo com o Vitória de Guimarães, um grupo de adeptos do Sport Lisboa e Benfica, maioritariamente residentes em Lisboa, deslocaram-se à cidade de Braga e provocaram graves desacatos, incluindo agressões físicas a cidadãos que se encontravam a relaxar nos bares da zona histórica.

A PSP afirmou, em comunicado, que identificou 39 adeptos sem que haja notícia de qualquer detenção. É mais um capítulo de uma longa história de violência que envolve os três clubes mais poderosos de Portugal. Semana após semana, assistimos a cenas de violência, a ameaças aos árbitros e a uma pressão mediática ilegítima sobre todos os agentes do futebol que nem a Liga nem a tutela parecem interessadas em resolver.

Ao contrário do que se verificou com situações recentes menos graves, desta vez não se conhece qualquer declaração de condenação por parte da Liga de Clubes ou da Secretaria de Estado do Desporto. Será que os cidadãos de Braga importunados e agredidos por este grupo de adeptos do Benfica merecem menos consideração que os adeptos do Benfica ou do F. C. Porto recentemente defendidos pela Liga e pelo secretário de Estado?

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A verdade é que tem sido sempre assim. Em Portugal, há três clubes que são sistematicamente protegidos pelas instâncias do futebol, gozando de uma impunidade que põe em risco a segurança de todos e que contribui para degradar a imagem e a competitividade do futebol nacional.

A subir

Apesar do resultado negativo, o apoio ao Braga no Dragão foi absolutamente avassalador com vários momentos de supremacia ao longo do jogo.

A descer

As arbitragens têm um critério para os três clubes mais poderosos e outro para os restantes 15. Nesta jornada, os árbitros voltaram a ajudar o Benfica. Na Liga da verdade, o Braga também estaria em primeiro.

*Adepto do Braga

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