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Pedro Silva Pereira

Um congresso para o futuro

António Costa tem toda a razão ao convocar o Partido Socialista para fazer do Congresso deste fim de semana aquilo que deve ser: um espaço de debate sobre as propostas do PS para o futuro. Não se trata de limitar a liberdade de cada um, desvalorizar o debate ideológico ou resumir a discussão às tradicionais questões da tática eleitoral ou da política de alianças. Trata-se, isso sim, de debater a agenda política que o PS propõe aos portugueses para que possam viver melhor aqui, numa sociedade mais justa e numa economia mais próspera. De facto, é preciso que os portugueses vejam neste PS que se reúne em Congresso um partido que tem coisas importantes a dizer e a propor sobre o seu futuro.

Pedro Silva Pereira

Trump, a diplomacia e a paz

A decisão do presidente Trump de rasgar unilateralmente o acordo nuclear com o Irão é um erro político grave - porventura dos mais graves da sua presidência - e constitui um perigo sério para a paz. Com este gesto irresponsável, o presidente norte-americano corre o risco de precipitar o relançamento do programa nuclear iraniano que, a muito custo e com grande pragmatismo diplomático, Obama, a União Europeia e outros parceiros internacionais tinham conseguido suspender ainda há poucos anos atrás.

Pedro Silva Pereira

A Europa na hora da verdade

Para a União Europeia, aproxima-se o tempo das grandes decisões. Que quadro financeiro vamos ter para os próximos anos? Que ambição será assumida na agenda para a reforma da União Económica e Monetária? Que acordo de divórcio será assinado com o Reino Unido? E, já agora, que sucessor vai ter Mario Draghi na liderança do Banco Central Europeu? Sobre tudo isto vão ser tomadas importantes decisões a curto prazo, as quais vão ditar, em boa medida, o destino do projeto europeu.

Pedro Silva Pereira

Eles nunca se enganam

Colapso de democracia, colapso da economia, colapso do Estado - foi assim, sempre à beira de um ataque de nervos, que a Direita foi descrevendo, em ondas sucessivas, os seus tenebrosos presságios sobre as reversões e outras generosidades do Governo das famigeradas "esquerdas unidas". Depois, à medida que a maioria de Esquerda foi tranquilamente aprovando orçamentos e apresentando resultados que desmentiam as diabólicas previsões de catástrofe, a Direita quis convencer-nos de que não se enganou em nada - o Governo, esse malvado, é que mudou de política.

Pedro Silva Pereira

As metas do défice

Não me parece que a polémica dos últimos dias sobre a meta do défice faça grande sentido, a não ser, talvez, à luz da contagem decrescente que já está em curso para as eleições do próximo ano. É certo que a meta prevista no Orçamento para 2018 era de 1,1% do PIB e que o Governo, no Programa de Estabilidade ontem apresentado, reviu em baixa essa estimativa para 0,7%. A razão, todavia, é fácil de entender: a meta fixada no Orçamento assentava no pressuposto de que o ponto de partida da execução orçamental deste ano seria um défice de 1,4% no final de 2017. Porém, como toda a gente sabe, esse pressuposto básico não se confirmou: o défice de 2017 acabou por ser substancialmente melhor, ficando nuns extraordinários 0,9%. Ora, mesmo não estando previstas quaisquer medidas adicionais, é muito natural que sendo inferior o ponto de partida, seja também inferior o ponto de chegada.