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Rafael Barbosa

Centralismo eleitoral

É um dos paradoxos das autárquicas. São 308 eleições (tendo apenas em conta os municípios), com campanhas dirigidas a territórios e populações diferentes, com problemas e aspirações distintas. Mas, o que sobressai, por norma (em particular nas rádios e nas televisões), é a força mediática da "volta pelo país" de todos e cada um dos líderes políticos nacionais. As eleições mais descentralizadas do país são, por vontade dos aparelhos partidários, fortemente centralizadas na promoção do líder e da sua mensagem.

Rafael Barbosa

As superestrelas da Justiça

Recordemos o que disse o juiz Ivo Rosa, do Tribunal Central de Investigação Criminal, no despacho sobre a acusação da Operação Marquês e, portanto, sobre a forma como avaliou o trabalho do Ministério Público, e em particular o procurador Rosário Teixeira (e de forma indireta o seu colega juiz Carlos Alexandre): há considerações de "pouco rigor e consistência"; diz-se que a acusação é "incoerente em termos cronológicos e lógicos"; que há crimes sem "qualquer elemento de prova"; que há uma "total incoerência"; e, finalmente, que os procuradores se basearam em "especulação e fantasia".

Rafael Barbosa

Mudança de ciclo

Pressente-se que estamos no final de um ciclo político. Seja por causa da pandemia, agora na quarta e, porventura, última vaga; seja por causa dos braços de ferro públicos e cada vez mais frequentes entre presidente da República e primeiro-ministro, com o consequente desgaste para ambos, como fica claro no barómetro que hoje se publica no JN; seja pela degradação da imagem pública de alguns ministros; seja porque estamos a dois meses das eleições autárquicas, com o habitual crescendo da polarização política.